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Curiosidades · Automotivo

A D20 saiu mais inteira que a Ranger, e isso não significa que é mais segura — entenda por quê

Cena de colisão entre uma D20 e uma Ford Ranger viralizou porque a caminhonete antiga pareceu sair melhor. A explicação tem tudo a ver com engenharia, não com qualidade.

Publicado em 24 de junho de 2026 · 4 fontes verificadas
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A D20 saiu mais inteira que a Ranger, e isso não significa que é mais segura — entenda por quê
Imagem: Reprodução / Terra Brasil Notícias

Uma D20 e uma Ford Ranger bateram de frente, e o resultado causou estranheza: a picape moderna ficou com a frente destruída, enquanto o modelo fabricado entre 1985 e 1996 saiu com danos bem menores. A cena parece um argumento a favor dos "carros de antigamente", mas conta só metade da história.

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O que acontece quando dois mundos colidem

Da D20 à Ranger: como a engenharia automotiva mudou o conceito de segurança
Imagem: Terra Brasil Notícias · Imagem: Terra Brasil Notícias

A Chevrolet D20 foi produzida entre 1985 e 1996. A Ford Ranger atual chegou ao mercado em 2023. São projetos separados por quase quatro décadas de evolução em engenharia automotiva. Quando as duas se chocam, a diferença de danos visíveis é impressionante e, para quem não conhece o conceito de deformação programada, parece injusta.

Mas a aparência engana.

Por que a Ranger amassa mais (de propósito)

Por que os carros modernos amassam mais?
Imagem: Retornar Carros · Imagem: Retornar Carros

Os carros modernos são projetados com o que a engenharia chama de zonas de deformação programada: regiões da carroceria que foram deliberadamente concebidas para amassar de forma controlada durante um impacto. O objetivo é que a estrutura frontal absorva a energia da colisão antes que ela chegue à cabine onde estão os ocupantes.

Conforme explica o portal especializado Box345, "a zona de deformação programada se deforma de maneira controlada, dissipando a força do impacto e evitando que essa energia seja transferida diretamente para a cabine". A Ranger, portanto, não perdeu para a D20. Ela fez exatamente o que foi projetada para fazer.

O que a D20 não tem

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O que é zona de deformação programada
Imagem: Box345 · Imagem: Box345

A D20 usa uma estrutura de chassi e carroceria separados, típica dos caminhões da sua época. O chassi robusto transmite rigidez ao conjunto, o que pode reduzir a deformação visível em impactos de baixa velocidade. Mas essa rigidez tem um preço: em colisões mais severas, a energia do choque não é absorvida pela estrutura, sendo transferida diretamente para os ocupantes.

Segundo análise do site Brasil Perfil, "em choques menos graves (...) a Chevrolet D20 pode parecer mais resistente devido ao seu design mais bruto e robusto. No entanto, em acidentes mais severos, essa percepção de resistência se torna um risco".

A D20 também não tem airbags, sensores de impacto, células de sobrevivência reforçadas nem nenhuma das tecnologias que os organismos de segurança passaram a exigir a partir dos anos 2000.

O teste que mostrou isso há décadas

Essa não é uma discussão nova. Em um dos testes de colisão mais citados do setor, o Insurance Institute for Highway Safety (IIHS) colocou um Chevrolet Bel Air de 1959 contra um Chevrolet Malibu de 2009. O Bel Air, apesar de enorme e pesado, causou deformação grave no interior, onde estariam os passageiros. O Malibu absorveu o impacto pelas zonas de deformação e manteve a cabine intacta.

O resultado foi o oposto do que a intuição popular sugere: o carro "mais forte" era, na prática, o mais perigoso para quem estava dentro.

O que o vídeo realmente mostra

A cena da D20 e da Ranger mostra um impacto de intensidade moderada, numa situação em que a diferença de estruturas resulta em danos externos muito distintos. A Ranger ficou com a frente destruída porque sua engenharia priorizou a dissipação do impacto. A D20 ficou menos amassada porque simplesmente não tem mecanismo de absorção equivalente.

Em termos de segurança real para os ocupantes, especialmente em colisões de alta velocidade, os carros modernos levam vantagem consistente, algo documentado em décadas de testes por organizações como o IIHS e o Euro NCAP. A deformação externa é o custo visível de uma proteção que não aparece na foto, mas que está lá, funcionando.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting:

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