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Show de Gusttavo Lima cancelado em Surubim: prefeitura pernambucana cobra devolução de R$ 1,3 milhão após segunda falta do cantor

Gusttavo Lima faltou pela segunda vez ao São João de Surubim (PE), alegando intoxicação alimentar. Prefeito subiu ao palco, chamou o cantor de ladrão e reteve caminhões da equipe. Empresa devolveu só parte dos R$ 1,353 mi.

Publicado em 30 de junho de 2026 · 4 fontes verificadas
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Show de Gusttavo Lima cancelado em Surubim: prefeitura pernambucana cobra devolução de R$ 1,3 milhão após segunda falta do cantor
Imagem: Reprodução / Folha de Pernambuco

Na noite do último sábado (27 de junho), o palco do São João de Surubim ficou vazio pelo segundo mês seguido. Gusttavo Lima não apareceu, e quem subiu ao microfone foi o prefeito Cléber Chaparral, visivelmente furioso, cobrando R$ 1,353 milhão diante do público que tinha ido ver o cantor.

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O segundo cancelamento

Gusttavo Lima diz que devolveu cachê de show cancelado em Surubim; Prefeitura cobra valor integral
Imagem: Folha de Pernambuco · Imagem: Folha de Pernambuco

O show de Gusttavo Lima em Surubim, no Agreste pernambucano, estava originalmente agendado para 18 de junho, como parte da programação do São João do município. A pedido da própria equipe do cantor, a apresentação foi remarcada para o dia 27. Na data reprogramada, Gusttavo não apareceu de novo.

A justificativa veio pelas redes sociais: uma intoxicação alimentar severa, com diarreia e fraqueza, que teria impedido o artista de viajar. "Galera de Surubim, mil desculpas por não comparecer ao show de hoje", escreveu ele. A assessoria disse ainda que o cantor desejava remarcar o evento para uma nova data.

O problema é que o cachê de R$ 1.353.000 já tinha sido pago pela prefeitura, com dinheiro público, e o povo de Surubim foi ao local por duas noites seguidas aguardar uma apresentação que nunca aconteceu.

Prefeito no palco

Prefeitura diz que Gusttavo Lima só devolveu parte do cachê de R$ 1,3 milhão
Imagem: Metrópoles · Imagem: Metrópoles

Cléber Chaparral (União Brasil) subiu ao palco enquanto o evento deveria estar acontecendo. No microfone, foi direto: chamou Gusttavo de "ladrão de consciência" e "ladrão de dinheiro do povo", e exigiu retratação pública imediata. Além do reembolso, o prefeito mandou reter os caminhões com os equipamentos e instrumentos da equipe do cantor, que só sairiam de Surubim após o ressarcimento.

"Gustavo, para tu ser um homem, pega logo e devolve o dinheiro da Prefeitura de Surubim, porque tu não precisa de dinheiro da Prefeitura de Surubim", disse Chaparral do palco, diante da multidão.

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Gusttavo reagiu acusando a gestão municipal de praticar cárcere privado com sua banda e equipe técnica. Segundo o cantor, o cachê já havia sido devolvido e os profissionais estavam sendo impedidos ilegalmente de deixar o município.

A devolução parcial

Imagem: Polêmica Paraíba · Imagem: Polêmica Paraíba

A prefeitura contou uma versão diferente. Em nota oficial, a gestão municipal informou que a empresa Balada Eventos e Produções, vinculada ao cantor, devolveu apenas o valor líquido recebido pelo contrato, sem cobrir os encargos tributários e outras obrigações contratuais pendentes.

"A devolução parcial não encerra o caso. Serão adotadas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis, com observância ao contrato, à legislação, ao contraditório e à ampla defesa", diz o comunicado da prefeitura, segundo a Folha de Pernambuco.

O imbróglio jurídico tende a se estender: a prefeitura anunciou que vai acionar a Justiça para recuperar o valor integral, incluindo os tributos e encargos que, segundo ela, não foram cobertos pela devolução parcial.

O debate mais amplo

Gusttavo Lima falta a show em Pernambuco, gera crise com prefeitura e é acusado de
Imagem: TV Prime / Correio Braziliense · Imagem: TV Prime / Correio Braziliense

O caso de Surubim não é isolado. Contratos milionários entre prefeituras e artistas de grande cachê para festas juninas e outros eventos populares são comuns em todo o Nordeste, e a falta de cláusulas robustas de penalidade costuma deixar os municípios desamparados quando um show é cancelado de última hora. O dinheiro, em geral, vem de verbas públicas, e a conta fica para o contribuinte quando o artista não aparece.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting:

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