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Comportamento · Copa do Mundo

Pintar a rua pra Copa voltou com força em 2026: a tradição brasileira que ressurge bairro por bairro

Mutirões em Belém, Campinas, Paranaguá e no Rio resgatam o costume de pintar o asfalto em verde, amarelo, azul e branco, tradição que marcou os anos 1990 e 2000 e voltou pra Copa de 2026.

Publicado em 10 de junho de 2026 · 8 fontes verificadas
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Pintar a rua pra Copa voltou com força em 2026: a tradição brasileira que ressurge bairro por bairro
Imagem: Reprodução / O Liberal

A tinta amarela escorre do rolo, o asfalto vira tela e o quarteirão inteiro para pra olhar. A cena se repete em dezenas de cidades brasileiras nas semanas que antecedem a Copa de 2026, num movimento que parecia esquecido e agora ressurge com vigor de mutirão de calçada.

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A tinta amarela escorre do rolo, o asfalto vira tela e o quarteirão inteiro para pra olhar. A cena se repete em bairros de Belém, Campinas, Paranaguá, Rio de Janeiro e dezenas de outras cidades às vésperas da Copa de 2026, num movimento que parecia esquecido depois das frustrações de 2014 e 2018 e que agora ressurge com vigor de mutirão de calçada.

A tradição que voltou pintando

Pintura de rua para a Copa do Mundo volta a ganhar força em 2026
Imagem: O Liberal · Imagem: O Liberal

A pintura das ruas em verde, amarelo, azul e branco é um ritual brasileiro de Copa do Mundo que atravessa gerações. Reportagem do O Liberal aponta que o costume marcou principalmente os anos 1990 e 2000 e agora volta a ganhar força em 2026, empurrado pela nostalgia, pelas redes sociais e pela vontade de fazer algo coletivo fora das telas. O Diário do Pará lembra que o hábito se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 e explodiu mesmo depois do pentacampeonato conquistado na Coreia e Japão em 2002.

Não há consenso sobre quando exatamente o brasileiro pegou no rolinho pela primeira vez para enfeitar o asfalto da própria rua. O portal Jornalismo Júnior, da USP, registra que parte dos pesquisadores aponta a Copa da Espanha de 1982 como estopim do movimento, enquanto outras fontes recuam até os anos 1950, logo depois das primeiras grandes campanhas da Seleção.

Mutirão, lata de tinta e vizinho ajudando vizinho

Ruas ganham as cores do Brasil e moradores resgatam tradição da Copa em Belém e Ananindeua
Imagem: O Liberal · Imagem: O Liberal

A engenharia da pintura é simples e profundamente comunitária. Em Campinas, no bairro Aparecidinha, cerca de 30 moradores se organizaram para colorir 75 metros da Rua José Carlos Raimundo dos Santos em três dias, gastando aproximadamente 180 litros de tinta, segundo reportagem do AcidadeON. A equipe local Aparecidinha City, liderada pelo artista Thi Lopes, citou uma frase do Neymar sobre o sonho da periferia como inspiração para o desenho.

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A mobilização também tomou conta da Região Metropolitana de Belém, com moradores de bairros da capital paraense e de Ananindeua resgatando a tradição em mutirões de fim de semana, conforme registrou O Liberal. Em Paranaguá, no litoral paranaense, o cenário é parecido: calçadas e ruas inteiras viraram tabuleiro verde e amarelo, com vizinhos dividindo o trabalho, a tinta e a expectativa pelo hexa, segundo a Folha do Litoral.

No Rio de Janeiro, o movimento ganhou até reforço institucional. Reportagem do Diário do Rio descreve uma campanha que vai apoiar pinturas em comunidades e bairros como Tijuca, Grajaú, Vila Isabel, Andaraí, Santa Teresa, Copacabana, Vidigal, Horto e Botafogo.

É permitido pintar a rua?

Ruas entram no clima da Copa do Mundo com pinturas e decoração
Imagem: AcidadeON Campinas · Imagem: AcidadeON Campinas

A dúvida prática é antiga e volta sempre que aparece o primeiro balde. O portal A Tarde explica que não existe lei federal proibindo a prática, mas que cada município pode regulamentar a ocupação da via pública. Em geral, prefeituras toleram desde que a pintura use tinta lavável, não atrapalhe a sinalização viária e seja removida depois do torneio. Vale checar a regra local antes de subir a calçada com o rolinho.

Por que ainda funciona em 2026

Em clima de Copa do Mundo, moradores colorem ruas e calçadas de verde e amarelo em Paranaguá
Imagem: Folha do Litoral · Imagem: Folha do Litoral

A Copa de 2014, em casa, virou trauma. A de 2018 e a de 2022 deixaram o brasileiro arredio com a Seleção. Ainda assim, com um índice de apenas 29% de torcedores acreditando no hexa, conforme apurou o Jornalismo Júnior, o gesto de pintar a rua persiste por um motivo que tem pouco a ver com placar: é um dos poucos rituais coletivos que ainda fazem o quarteirão se conhecer. Crianças aprendem a misturar tinta, idosos voltam pra calçada, vizinhos descobrem o nome um do outro depois de anos. Independente do resultado em campo, o bairro sai do mês de junho com cara nova e história pra contar.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting: