Um vídeo que circulou em redes sociais apresenta dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre feminicídios. A afirmação de aumento de 41% é verificável, mas a narrativa de "primeiro trimestre mais violento dos últimos 9 anos" com 86 mortes merece contexto cuidadoso.
Os dados divulgados

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, houve um aumento de 41% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O número absoluto citado foi de 86 mortes, apresentado como "o mais violento dos últimos 9 anos".
O que as fontes confirmam
O Sistema de Informações de Violência no Estado de São Paulo (SIVESC) registra regularmente esses dados. O aumento percentual de 41% em relação ao primeiro trimestre de 2025 é um dado factual encontrado em relatórios da SSP. A alta de feminicídios em São Paulo é documentada e preocupante.
Mas qual é o contexto?
A problemática da narrativa está em chamar 2026 de "o mais violento dos últimos 9 anos" quando se refere apenas ao 1º trimestre. A base de comparação importa: se em 2017, 2018 ou 2019 houve trimestres com mais de 86 mortes, essa afirmação não resiste à verificação histórica. Relatórios anteriores da SSP mostram oscilações significativas.
O aumento de 41% também precisa ser contextualizado: é uma variação interanual que pode refletir tanto piora real quanto ajustes metodológicos ou subcalcificações históricas.
O chamado à ação
Independentemente da discussão sobre qual ano foi mais ou menos violento, o fato central permanece: feminicídios continuam sendo uma realidade devastadora em São Paulo. A violência contra mulher não é normal. Vítimas e familiares podem procurar o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou registrar denúncia na delegacia mais próxima.


