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Buzz · Polícia

Recém-nascida é encontrada dentro de mochila em lixão do Amazonas; mãe confessou e foi indiciada por homicídio qualificado

Bebê foi achada por catadores no lixão da rodovia AM-352, em Manacapuru, e não resistiu apesar do socorro da PM. Mãe de 28 anos confessou ter pedido à filha de 9 que jogasse a mochila no caminhão de lixo.

Publicado em 27 de maio de 2026 · 3 fontes verificadas
Recém-nascida é encontrada dentro de mochila em lixão do Amazonas; mãe confessou e foi indiciada por homicídio qualificado
Imagem: Reprodução / Rios de Notícias

Catadores de plástico que reviravam o lixão na beira da rodovia AM-352, em Manacapuru, no interior do Amazonas, encontraram uma mochila amarrada num saco preto. Dentro havia uma recém-nascida, ainda com vida, com o cordão umbilical e a placenta junto do corpo. Ela morreu poucas horas depois, no hospital.

O resgate no km 1 da AM-352

'Confessou e jogou no lixo', diz delegada sobre mulher que abandonou recém-nascida no interior do AM
Imagem: Rios de Notícias · Imagem: Rios de Notícias

O caso aconteceu na manhã de segunda-feira, 11 de maio de 2026, no lixão público da comunidade Castanheira, no km 1 da rodovia AM-352, estrada que liga Manacapuru a Novo Airão, no Amazonas. Segundo a Polícia Militar do Amazonas, em reportagem do Canal92AM, catadores de resíduos plásticos foram os primeiros a perceber que havia um bebê dentro da mochila e acionaram a polícia.

O capitão Robson Bezerra e o tenente Sildomar atenderam a ocorrência e levaram a criança às pressas ao Hospital Regional de Manacapuru. A recém-nascida ainda apresentava sinais vitais no resgate. "Eu rasguei a bolsa para tentar salvar. A minha obrigação foi trazer imediatamente para o hospital para que os médicos avaliassem a situação dela", contou o capitão à imprensa local.

A equipe médica tentou reanimação, sem sucesso. A bebê morreu pouco depois de dar entrada na sala de emergência.

A confissão da mãe

Mulher é presa após confessar abandono de recém-nascida em lixão de Manacapuru
Imagem: A Crítica · Imagem: A Crítica

No dia seguinte, a Polícia Civil chegou até uma casa no bairro Terra Preta a partir de denúncias anônimas. A delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, explicou ao portal Rios de Notícias que a equipe encontrou lençóis ensanguentados e sinais claros de parto recente. Uma mulher de 28 anos confessou o crime no local.

Segundo o relato dela à polícia, o parto aconteceu sozinha, dentro de casa. Em seguida, a mulher colocou a recém-nascida (com cordão umbilical e placenta) dentro de uma mochila, embrulhou num lençol e amarrou tudo num saco plástico preto. "O caminhão do lixo passou para fazer a coleta, ela chegou a pedir para a filha dela, uma criança de apenas nove anos, deixar essa mochila na lixeira, e foi coletado normalmente", descreveu a delegada.

A suspeita disse ter agido por medo da reação da família. Já tinha cinco filhos e enfrentava conflitos domésticos. Como apresentava hemorragia pós-parto, ela foi encaminhada para atendimento hospitalar antes de ser oficialmente custodiada. Foi indiciada por homicídio qualificado e passou por coleta de material genético para confirmar o vínculo com a criança, conforme reportagem do jornal A Crítica.

O peso de envolver uma criança de 9 anos

Mulher é presa após jogar filho recém-nascido no lixo em Manacapuru
Imagem: Portal Em Tempo · Imagem: Portal Em Tempo

Um detalhe que chamou atenção da delegada e da imprensa local foi o uso da filha mais velha, de nove anos, como executora involuntária do descarte. A menina foi quem efetivamente colocou a mochila na lixeira, sem saber o que havia dentro. O portal Em Tempo destaca que o Conselho Tutelar foi acionado e acompanha a situação dos outros filhos da mulher.

Por que o caso ganhou repercussão

A combinação entre a brutalidade do abandono, o socorro feito pela própria PM no meio do lixão e o fato de a criança ter sido encontrada com vida (mas não ter resistido) deu ao caso uma comoção forte em todo o estado. Vídeos gravados no local, mostrando o capitão Bezerra rasgando a mochila, circularam em grupos de WhatsApp e em perfis de notícias do Amazonas antes mesmo da identificação da mãe.

O inquérito segue na DEP de Manacapuru. A mulher responderá por homicídio qualificado pelo Ministério Público estadual, segundo as autoridades locais.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting: