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Casas Bahia aposenta o ‘CB’ adolescente e traz de volta o Baianinho clássico, com chapéu de couro e João Gomes como embaixador

Varejista resgatou o mascote criado nos anos 1960, anunciou o retorno em show de João Gomes no Parque Villa-Lobos e aposentou de vez o CBzinho lançado em 2020.

Publicado em 25 de maio de 2026 · 6 fontes verificadas
Casas Bahia aposenta o ‘CB’ adolescente e traz de volta o Baianinho clássico, com chapéu de couro e João Gomes como embaixador
Imagem: Reprodução / Meio & Mensagem

O menino do chapéu de couro voltou. Depois de quase seis anos andando por aí como um adolescente de boné azul atendendo pelo nome de CB, o mascote da Casas Bahia foi reformatado de volta ao visual que gerações de brasileiros aprenderam a reconhecer nos comerciais de fim de ano.

O retorno do chapéu de couro

Casas Bahia resgata Baianinho e escala João Gomes
Imagem: Meio & Mensagem · Imagem: Meio & Mensagem

A Casas Bahia decidiu desfazer uma das mudanças de marca mais comentadas dos últimos anos. O personagem rebatizado de CB em 2020, aquele adolescente de boné azul com a letra B estampada que substituiu o vaqueirinho original, foi aposentado. No lugar, voltou o Baianinho clássico: cabelo escuro, camiseta amarela, crachá pendurado no pescoço e o icônico chapéu de couro de vaqueiro nordestino, agora atualizado em 3D mas mantendo a silhueta que ficou marcada nas campanhas de TV das últimas décadas.

O anúncio foi feito numa ação patrocinada durante o show de João Gomes no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, em 17 de maio, segundo o B9 e o Grandes Nomes da Propaganda. No meio da apresentação, o palco virou cenário de uma transição da marca ao vivo: o cantor pernambucano foi oficializado como novo embaixador, e o personagem reapareceu na sua versão original.

Por que a mudança

Casas Bahia anuncia retorno do Baianinho em ação com João Gomes
Imagem: Geek Publicitário · Imagem: Geek Publicitário

A executiva da varejista, em entrevista ao Meio & Mensagem, resumiu a virada com uma frase direta: o público já chamava o personagem de Baianinho de qualquer jeito, então fazia sentido devolver o nome (e o visual) que sempre coube melhor. O personagem foi criado na década de 1960 e virou um dos mascotes mais reconhecidos da publicidade brasileira, ao lado do Sebastian da Parmalat e do Carequinha do Bombril em volume de exposição na TV aberta.

A reformulação de 2020 fez parte de um pacote maior de modernização da marca, que também trocou o logotipo e a identidade visual. Na época, o Baianinho ganhou versão adolescente, perdeu o chapéu, ficou só com o boné e passou a tirar selfie nos comerciais, num movimento descrito pelos veículos especializados como tentativa de aproximar a varejista do público mais jovem e do varejo digital. O resultado, na prática, dividiu opiniões e nunca substituiu, no imaginário popular, o vaqueirinho.

A estratégia por trás do resgate

W3haus traz Baianinho de volta para Casas Bahia
Imagem: Grandes Nomes da Propaganda · Imagem: Grandes Nomes da Propaganda

A campanha foi criada pela agência W3haus e tem como base o que o setor chama de marketing de memória afetiva: trazer de volta elementos que o consumidor associa positivamente à marca há décadas. Segundo o Geek Publicitário, o palco do show de João Gomes foi transformado num espaço cenográfico para celebrar a trajetória da Casas Bahia, com referências aos comerciais antigos.

A escolha de João Gomes não é aleatória. O cantor pernambucano de piseiro e forró conversa diretamente com o público das classes C e D, historicamente o coração da base de clientes da Casas Bahia, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A varejista também está reforçando a categoria de televisores, considerada estratégica para o período que antecede a Copa do Mundo de 2026.

Um caso clássico de "voltar pra trás dá certo"

Casas Bahia resgata Baianinho em ação com João Gomes e transforma show em palco para anúncio surpresa
Imagem: Publicitários Criativos · Imagem: Publicitários Criativos

O movimento entra numa lista crescente de marcas brasileiras que resgataram mascotes ou identidades visuais antigas depois de tentativas mal recebidas de modernização. A diferença é que, no caso da Casas Bahia, a marca não esperou décadas: aposentou o CB com pouco mais de cinco anos de uso, num reconhecimento implícito de que o vaqueirinho original ainda funciona melhor.

O chapéu de couro está de volta. O crachá com o nome "Baianinho" também. E, se depender da aposta da varejista, o personagem vai aparecer em desdobramentos da campanha em redes sociais, conteúdo com influenciadores e ativações regionais ao longo dos próximos meses.

Fontes

Post original

Esta matéria nasceu deste post do @brazilposting: